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Cegueira
O texto abaixo é um excerto retirado e livremente traduzido de uma palestra de Humberto Maturana no Instituto SOL .
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Cegueira
Um enigma da existência humana é que parecemos criar condições para conservar a cegueira, ou impedir-nos de refletir sobre ela, mesmo que sustentemos que de fato não gostamos da cegueira.
O que é a cegueira? Cegueira é um comentário feito por um observador sobre o que você faz. Se você é cego você é cego, não vê o que você não vê: essa é a natureza do ser cego.
Então, quando eu sou cego, não sou cego na minha própria experiência, mas outra pessoa me diz que eu sou cego. Não posso nem ouvir, e dizer “Oh! O que não estou vendo?” ou eu posso ficar irritado, sentir me inadequado, ou negar o que o outro me diz.
Cegueira não é má em si, é algo com que sempre convivemos, e sempre é possível expandir o domínio de nossa visão de acordo com aquilo que se torna relevante para nós. Nós somos cegos, porque tudo o que podemos ver é o nosso nicho, não podemos ver aquilo que o rodeia, não podemos ver o nosso ambiente.

Figura 5
Uma vida em um sistema fechado imerso no meio, encontra uma parte desse meio de uma maneira ou de outra na sua vida. Este é o nicho. A parte do meio que o sistema vivo não encontra, e portanto não tem conhecimento, é o meio ambiente(environment). Um observador pode ver alguns aspectos do ambiente e imaginar a sua extensão. Um observador só pode ver o nicho na medida em que o sistema vivo o revela, através do seu viver.
Passo a explicar através de uma simples analogia. Se fico de pé neste tablado, estou parado de pé sobre uma determinada parte, o meu nicho. O meu nicho é aquela parte do meio que de fato eu encontro durante a minha vida. Um observador (você, neste caso) vê um amplo espaço onde o ser vivo está, e imagina que seja ainda maior. Esse é o meio. Você imagina que o meu meio deve incluir coisas que você possa nunca tenha visto – como o meu laboratório na universidade. O nicho é a parte do meio em que encontramos as dimensões que estamos a encontrar.
O observador vê também alguma coisa em torno do sistema vivo, que irei chamar ambiente ou circunstância.
Vocês como observadores podem perceber coisas por aqui das quais não tenho conhecimento, que é o meu ambiente. Mas o observador não pode ver o nicho, cada sistema oculta onde está. Você não vê onde eu estou de pé, para que você veja, eu tenho que te mostrar, levantando o meu pé. Ou você ainda deduzir observando onde eu estou de pé. Um observador só pode deduzir o que compõe o nicho de um sistema vivo através de seu comportamento. O que você vê é o que está ao meu redor. Mas eu não posso ver o que está em torno de mim, eu só posso ver aquilo que eu encontro. Não conseguimos ver para além do nosso nicho. A pessoa observando, evidentemente, só pode ver o que ele ou ela encontra, e isso inclui parte do meu ambiente. Quando alguém me diz que eu sou cego, que não vejo alguma coisa especial, o que esta pessoa está me dizendo é que “eu vejo aqui, no meio ambiente, algo que você não vê”. Nesta interação eu passo a ver qualquer coisa. Quando isso acontece, essa coisa deixa de ser parte do meu ambiente, e torna-se parte do meu nicho.
O nicho não é fixo, é fluido. Mas não podemos sair dele, ele simplesmente se transforma enquanto nos movemos: transforma nosso entendimento e nossa visão muda.
Sabemos disso, é parte da nossa compreensão cotidiana. Dizemos aos nossos filhos que vão estudar e assim eles serão capazes de ver coisas diferentes. Estudar significa ir a um lugar onde seu nicho começa a mudar. Estudar não significa necessariamente expandir o seu nicho. Se você estudar algo que se expande a sua reflexão, expande o seu nicho, mas se você estudar algo que reduz a reflexão, diminui o seu nicho.
Portanto, quando alguém diz que você é cego, ele está dizendo que há características do meio que ele ou ela, que estão fora do seu nicho, vem. Pode ser que uma conversa expanda o seu nicho e você começará a ver uma coisa que depois se tornará parte do seu nicho. O que você vê agora não é necessariamente a mesma coisa que o observador que chamou você de cego vê. Nunca podemos ver o que o outro vê, os nichos estão todos vinculados a cada indivíduo. Mas o que pode acontecer ao participar em uma interação com outra pessoa é que os nossos nichos começam a mudar em conjunto, congruentemente. Podemos dizer que um nicho social aparece enquanto nos mantemos em uma interação.

Figura 6
Enquanto vivem dois sistemas (A e B) interagem, os aspectos do outro que são encontrados são parte do nicho de cada um, o resto se compõe de encontros com o meio (C). Assim, os nichos de cada sistema são diferentes (x e y). Enquanto os dois sistemas vivos estão em interação, um nicho conjunto (z) daquela interação também se desenvolve.Então, o que pode acontecer quando você está conversando com alguém que alega que você é cego, e você não negá-lo, é que o seu nicho sofrerá mudanças, porque incluirá algo desencadeado por aquilo que o outro está dizendo a você (não necessariamente o que ele ou ela vê ). Mas então o nicho do outro também mudará, porque a conversa é uma interação entre duas pessoas. Enquanto o outro explica aquilo que ele ou ela acha que sua cegueira é, ele ou ela começa a ver coisas que tem a ver com as coisas que você vê. E então surge algo novo, ou seja, o nicho dessas duas pessoas juntas; um nicho social. Isso pode ser fugaz, ou pode ser duradouro – depende. A coisa interessante sobre esse nicho é que ele é um espaço de conhecimento. Falo do conhecimento como fazer, porque estamos avaliamos o conhecimento com base nas ações do outro.
Portanto, o nicho social é um espaço de ação.
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Integra no link
Iluminación del Rio Guaire – Caracas
Video da iluminação do Rio Guaire – como parte do progerama de recuperação do rio foi fieta uma festa de iluminação do rio durante as festas 2006. Nada impressionante mas importante pela mobilização social ligada a festa e ao rio.
http://www.youtube.com/watch?v=_Lxh5b85a_I&mode=related&search=
Solstice na Antártida
Evento realizado na Estação MacMurdo na Antártida durante a passagem do solsticio de Verão em 2006 (22/12/2006) pela artista califoniana Lita Albuquerque. Seu nome Lita já indica uma ligação visceral com a Deusa Pagã que rege o solstício de verão.
O link abaixo mostra o site do projeto. http://www.stellaraxis.com/
Veja tbm blog com o diário do trabalho http://stellaraxis.blogspot.com/index.html
Luminarium Levity II
Luminarium Levity II Originally uploaded by rob_visual.“Alan Parkinson presents ‘Luminarium Levity II’, which is one of his world famous walkable sculptures of air. His aesthetically artful temple of light and colour is a dazzling experience of reality and fantasy, inspired by shapes and forms of nature along with Islamic architecture. The visitor crosses an airlock whereupon he enters an area of almost 1000 square metres with numerous labyrinths, domes and hiding-places holding a truely psychedelic experience!”
Essener Lichtwochen

My Shadow Again
Originally uploaded by Zwergie.
Essener Lichtwochen é um evento com duração de 3 meses em Essen (Germany). Durante estes dias os edificios da cidade são ilumindos por projeções coloridas e imagens em movimento.
Uma espécie de “show de luz e cor” com conceito mais comtemporâneo, de intervenção urbana.
blue1

blue1
Originally uploaded by bluechild0330.
At 21st Century of Contemporary Art,Kanazawa
「Blue Planet Sky」by James Turrel
james turrel

james turrel
Originally uploaded by airlife.
Gravura mostrando um dos trabalhos do inicio da carreira
As coisas que estou fazendo
Tenho neste momento 5 projetos em andamento :
1. FreeVergence - projetos de produção e distribuição de conteúdos de televisão digital em telefonia celular, projeto em web 2.0 para promover a distribuição e produção de conteúdos audiovisuais aplicados a pedagogia e andragogia.
2. Plateau Produções – website/blog para a produtora e para clientes
3. Mana Fisio – website/blog e projeto de design e comunicação para clínica de fisioterapia manual
4. Anna Barros – website/blog para a artista plástica e curadora. Inclui o website da exposição Luz da Luz.
5. SDVila – Grupo de pesquisa e realização de projetos em artes plásticas
6. Bêni e a Cacimba Sêca – espetáculo multimídia com temática transversal (meio ambiente) para os alunos das escolas públicas de primeiro grau.
