Artes Audiovisuais


Um projeto para o Rio Pinheiros

Rio Pinheiros anos 60

O Rio Pinheiros em São Paulo corre ao contrário. Antigamente o rio corria no sentido da Serra do Mar para o Rio Tietê (Leste para Oeste). Por conta do projeto de uma hidrelétrica na encosta da Serra do Mar, que deveria alimentar com eletricidade o Porto de Santos, a São Paulo Light Company,  na época concessionária dos rios da cidade, decidiu inverter o curso do Rio Pinheiros para canalizar uma parte do caudal do Rio Tietê para a nova represa, a Billings. É isso que dá ao Pinheiros esse aspecto parado, sem fluxo. Esse fato somado ao despejo de toneladas de esgoto por décadas tornaram o Rio Pinheiros nisso que cheiramos e reconhecemos de longe ao passar por ali.
Pois bem, minha idéia tem a ver com esse fluxo invertido. Não é algo novo mas qualquer coisa que atraia os olhares para o rio sem esconder ou disfarçar nada é útil para que voltemos todos a distingui-lo como rio, fluxo, caminho etc…
Quero instalar lampadas flutuantes no centro do rio, desenhando uma seta que aponte o fluxo original do rio. Isso será feito com materiais reciclados (garrafas pet) iluminados com um pequeno led, fundeados no leito do rio e amarrados para formar uma linha central. É como se fosse uma celebração, um ritual como quando se soltam velas flutuantes nos rios da India e da China.

É só uma idéia mas é algo que me fascina… iluminar aquele rio..


Esculturas de luz no tempo e no espaço

instalation by paul friedlander

instalation by paul friedlander

Paul Friedlander trabalha com um tipo especial de esculturas.

São cordas presas pelas pontas em motores rotativos. O sincronismo (ou dessincronismo) do passo de cada motor gera um tipo de ondulação específico e com um desenho de onda completamente diferente.  Sobre estas cordas em movimento ele projeta imagens animadas com cores e vibrações que, em coordenação com o ondular das cordas cria formas tridimensionais no espaço.

Formas efêmeras, construidas no tempo do deslocamento da corda pelo espaço como uma foto em baixa velocidade borrada.

A foto no alto foi de um evento em 2008 no Centro Reina Sofia em Madrid. Chama-se Wave Function numa metáfora ao conceito desenvolvido por Schrodinger em seus trabalhos em física quântica.

Vale uma visita em seu site:

http://www.paulfriedlander.com


Cegueira

O texto abaixo é um excerto retirado e livremente traduzido de uma palestra de Humberto Maturana no Instituto SOL .

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Cegueira

Um enigma da existência humana é que parecemos criar condições para conservar a cegueira, ou impedir-nos de refletir sobre ela, mesmo que sustentemos que de fato não gostamos da cegueira.

O que é a cegueira? Cegueira é um comentário feito por um observador sobre o que você faz. Se você é cego você é cego, não vê o que você não vê: essa é a natureza do ser cego.

Então, quando eu sou cego, não sou cego na minha própria experiência, mas outra pessoa me diz que eu sou cego. Não posso nem ouvir, e dizer “Oh! O que não estou vendo?” ou eu posso ficar irritado, sentir me inadequado, ou negar o que o outro me diz.

Cegueira não é má em si, é algo com que sempre convivemos, e sempre é possível expandir o domínio de nossa visão de acordo com aquilo que se torna relevante para nós. Nós somos cegos, porque tudo o que podemos ver é o nosso nicho, não podemos ver aquilo que o rodeia, não podemos ver o nosso ambiente.

image

Figura 5

Uma vida em um sistema fechado imerso no meio, encontra uma parte desse meio de uma maneira ou de outra na sua vida. Este é o nicho. A parte do meio que o sistema vivo não encontra, e portanto não tem conhecimento, é o meio ambiente(environment). Um observador pode ver alguns aspectos do ambiente e imaginar a sua extensão. Um observador só pode ver o nicho na medida em que o sistema vivo o revela, através do seu viver.


Passo a explicar através de uma simples analogia. Se fico de pé neste tablado, estou parado de pé sobre uma determinada parte, o meu nicho. O meu nicho é aquela parte do meio que de fato eu encontro durante a minha vida. Um observador (você, neste caso) vê um amplo espaço onde o ser vivo está, e imagina que seja ainda maior. Esse é o meio. Você imagina que o meu meio deve incluir coisas que você possa nunca tenha visto – como o meu laboratório na universidade. O nicho é a parte do meio em que encontramos as dimensões que estamos a encontrar.


O observador vê também alguma coisa em torno do sistema vivo, que irei chamar ambiente ou circunstância.

Vocês como observadores podem perceber coisas por aqui das quais não tenho conhecimento, que é o meu ambiente. Mas o observador não pode ver o nicho, cada sistema oculta onde está. Você não vê onde eu estou de pé, para que você veja, eu tenho que te mostrar, levantando o meu pé. Ou você ainda deduzir observando onde eu estou de pé. Um observador só pode deduzir o que compõe o nicho de um sistema vivo através de seu comportamento. O que você vê é o que está ao meu redor. Mas eu não posso ver o que está em torno de mim, eu só posso ver aquilo que eu encontro. Não conseguimos ver para além do nosso nicho. A pessoa observando, evidentemente, só pode ver o que ele ou ela encontra, e isso inclui parte do meu ambiente. Quando alguém me diz que eu sou cego, que não vejo alguma coisa especial, o que esta pessoa está me dizendo é que “eu vejo aqui, no meio ambiente, algo que você não vê”. Nesta interação eu passo a ver qualquer coisa. Quando isso acontece, essa coisa deixa de ser parte do meu ambiente, e torna-se parte do meu nicho.

O nicho não é fixo, é fluido. Mas não podemos sair dele, ele simplesmente se transforma enquanto nos movemos: transforma nosso entendimento e nossa visão muda.

Sabemos disso, é parte da nossa compreensão cotidiana. Dizemos aos nossos filhos que vão estudar e assim eles serão capazes de ver coisas diferentes. Estudar significa ir a um lugar onde seu nicho começa a mudar. Estudar não significa necessariamente expandir o seu nicho. Se você estudar algo que se expande a sua reflexão, expande o seu nicho, mas se você estudar algo que reduz a reflexão, diminui o seu nicho.

Portanto, quando alguém diz que você é cego, ele está dizendo que há características do meio que ele ou ela, que estão fora do seu nicho, vem. Pode ser que uma conversa expanda o seu nicho e você começará a ver uma coisa que depois se tornará parte do seu nicho. O que você vê agora não é necessariamente a mesma coisa que o observador que chamou você de cego vê. Nunca podemos ver o que o outro vê, os nichos estão todos vinculados a cada indivíduo. Mas o que pode acontecer ao participar em uma interação com outra pessoa é que os nossos nichos começam a mudar em conjunto, congruentemente. Podemos dizer que um nicho social aparece enquanto nos mantemos em uma interação.

Figura 6

Enquanto vivem dois sistemas (A e B) interagem, os aspectos do outro que são encontrados são parte do nicho de cada um, o resto se compõe de encontros com o meio (C). Assim, os nichos de cada sistema são diferentes (x e y). Enquanto os dois sistemas vivos estão em interação, um nicho conjunto (z) daquela interação também se desenvolve.

Então, o que pode acontecer quando você está conversando com alguém que alega que você é cego, e você não negá-lo, é que o seu nicho sofrerá mudanças, porque incluirá algo desencadeado por aquilo que o outro está dizendo a você (não necessariamente o que ele ou ela vê ). Mas então o nicho do outro também mudará, porque a conversa é uma interação entre duas pessoas. Enquanto o outro explica aquilo que ele ou ela acha que sua cegueira é, ele ou ela começa a ver coisas que tem a ver com as coisas que você vê. E então surge algo novo, ou seja, o nicho dessas duas pessoas juntas; um nicho social. Isso pode ser fugaz, ou pode ser duradouro – depende. A coisa interessante sobre esse nicho é que ele é um espaço de conhecimento. Falo do conhecimento como fazer, porque estamos avaliamos o conhecimento com base nas ações do outro.

Portanto, o nicho social é um espaço de ação.

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Integra no link

http://www.solonline.org/res/wp/maturana/index.html


Algo para uma cidade sem cor…

The Burble -London Copyright Haque Design

Esta imagem mostra uma instalação/performance feita apartir de balões de gás iluminados por LED e controlados por infra-vermelho. Concebida por Usman Haque em 2006/7 e levada a cabo em Londres e Singapura, The Burble é uma construção efêmera gigantesca que permite o êxtase e a participação de uma multidão tanto em sua construção com em sua fruição.

A espacialidade sensual se constroi no centro das cidades como arquitetura relacional, alterando o espaço de relação dos edifícios e torres com os humanos presentes.
Gostaria de trazer este evento para SP para encher uma noite de luz e festa….

O copyright da foto acima é do Haque Design + Research / London .

Veja o vídeo em HD pela web. The Burble – London 2007


Bioglyphs – arte viva

Copyright 2002, MSU-Bozeman Bioglyphs ProjectNão é retórica. É mesmo uma coisa viva que compõe este mosaico luminoso, parte de uma mostra de arte em 2002. Esta “pintura ” foi criada como parte do Projeto Bioglyphs, composto pro participantes da Montana State University (Bozeman’s Center for Biofilm Engineering (CBE) and School of Art), em colaboração com estudantes do Departamento de engenharia ambiental, dirigida pelo Dr. Robert Sharp no Manhattan College (Montana).
A exposição objetivava permitir aos visitantes que tivessem contato “visual” com organismos microscópicos e conseguiram. Os organismos que aparecem nesta imagem são organismos unicelulares que vivem em ambientes marinhos, altamente salinos e frios. Provavelmente dadetalhe espécie Vibrio. O mais impressionante destas imagens é o padrão de organização das colônias que assumem formatos geométricos precisos, como pequenas redes que buscam a sua sustentação vital pela organização sistemica e pela interação entre o grupo.

Mais detalhes na página do projeto neste Wiki de biologia
http://www.biocrawler.com/bioglyphs

Créditos da imagem: MSU-Bozeman Bioglyphs Project, Copyright 2002.


LED throwies – grafiti com leds

Ja faz um tempo um amigo (LASF) me falou desta ação… sair a noite em bando com um monte de leds acesos e montados em imãs e atirá-los sobre as coisas, paredes, placas, carros, onibus. Esse demo mostra o grupo de NY com patrocínio do Eyebeam faxendo isso na parede de um edifício.
Será que temos chance de fazer o mesmo por aqui???


Aisthesis

capa do livroAcabo de ler este livro da Bia Medeiros, artista e professora do Instituto de Artes da UNB. É um livro que trata da sensibilidade, dos sentidos e dos sentimentos segundo Lúcia Santaella na introdução do livro… É um texto muito fluente e agradável que dá prazer, como uma conversa com a artista sobre filosofia, estética e arte numa dimensão humana.
Os caminhos percorridos pela Bia levam a muitas reflexões e sugerem idéias interessantes.
Li, gostei e reli.
Recomendo a quem quiser pensar com liberdade sobre arte, tecnologia, performance ou simplesmente na arte como expressão humana.


Aisthesis
por Maria Beatriz de (Bia) Medeiros 
Editora Argos
R$33,00


SDVila no #6.art

No dia 11 de Maio as 20 hs Alblum e Anna Barros vão estar apresentando o atual projeto do Grupo SDVila no 6o Encontro de Arte e Tecnologia da UNB em Brasília. O projeto chama-se 3Cn e trata da rtealização de um teatro do improviso com recuruso de internet.

Este projeto já recebeu a poio do FIle em São Paulo e esta em sua fase de pesquisa inicial.

Participam deste projeto além de Anna e Alblum, a iluminadora Alessandra Domingues e os atores improvisadores Eugênio,Giba, Allan e Priscila.

Em breve o blog do proejto estara nas paradas… aguardem…


Olafur Eliasson

 Eliasson é um dos mais ativos artistas no trabalho com a luz em todos os seus aspectos. Este trabalho é uma instalação gigante que reproduzia o sol (ele mesmo!) dentro do Turbine Hall da Tate Gallery (Londres).

Visite o website do artista em http://www.olafureliasson.net.

Também é muito boa a coleção de fotos com a tag “eliasson” no Flickr.

photographing the photographer
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Moholy-Nagy

Em 1928 Moholy-Nagy propunha ao comitê diretor da Bauhaus a criação de uma Academia da Luz  considerando o potencial da luz (artificial e natural) como material artístico e criativo. Moholy-Nagy construiu uma obra até hoje referencial para aqueles que lidam com a luz. As imagens mostram a sua obra escultural “Light and Space Modulator – 1928″ que punha em prática algumas de suas idéias, aqui vistas durante uma mostra em 2006 na Alemanha. A foto não mostra muito mas é o possível já que todo o material está “protegido” por copyright. Veja mais fotos no Flickr na tag moholy-nagy e no website “oficial” da Moholy-Nagy Foundation – http://www.moholy-nagy.org/

Um filme da época, com  a escultura em ação pode ser visto em http://ubu.wfmu.org/sound/aspen/qt/moholyNagy.mov


Metamorphosis
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